Eduardo Moreira começou o discurso citando Ulisses Guimarães sobre decisões difíceis e históricas que transformam políticos em estadistas. Falou do trabalho pelo fortalecimento do MDB. E da equipe elaborando plano de governo.

- Estávamos levados ao isolamento político – prosseguiu. Eu tentei. Sabe Deus e sabe minha família como lutei para ser candidato pelo nosso partido. Levo o conselho do meu pai. Meu filho tenha tudo na vida, menos medo. Defendi Paulo Afonso ameaçado de impeachment. Quando prefeito em Criciúma, Paulo Afonso candidato a governador obteve ali a maior diferença na disputa. Lutei, viajei centenas de quilômetros para ser fortes.

Continuou: “ Com apenas dois minutos e 34 segundos de TV não dava. Fui a Brasilia para converar com o PMdB. Mas eles lá são conduzidos pelo PT daqui. Quem controla as ações do PMDB é o PT nacional.” Eduardo Moreira começa o discurso citando Ulisses Guimarães sobre decisões difíceis e históricas que transformam políticos em estadistas. Falou do trabalho pelo fortalecimento do MDB. E da equipe elaborando plano de governo.
O presidente Eduardo Moreira conclui o discurso:
— Covarde eu seria se levasse nosso partido à derrota, impedindo a continuidade do trabalho de Luiz Henrique. Em 2002, ninguém queria ser vice de Luiz Henrique, pois era uma derrota anunciada. Ele foi buscar um companheiro em Criciúma. Ninguém ganha eleição sozinho. Somos fortes, mas não somos imbatíveis. Quando percebi que sozinhos não tínhamos lugar, busquei alternativas para, no futuro, avançarmos muito mais.
E concluiu:
— Quero dizer que lá em Brasilia, Luiz Henrique, Paulo Afonso e nossos deputados dizem ao presidente nacional: “intervenção em Santa Catarina, não. Temos moral maior do que vocês. Mesmo dividido, o PMDB já reuniu 60% dos convencionais. Vou para a luta para fazer o PMDB mais forte e unido.”O resultado da convenção do PMDB revelou que a proposta de aliança com o DEM para apoiar Raimundo Colombo ao governo tem sérias reações das bases, como vinham proclamando vários de seus líderes.

Sem fazer campanha nenhuma e com candidatura lançada na undécima hora, Edison Andrino obteve 30% dos votos dos convencionais. Do ponto de vista político, uma vitória extraordinária. O próprio Andrino deixou a convenção com semblante de vitorioso.Da mesma forma, Paulo Afonso Vieira saiu

consagrado da convenção, ao conquistar 40% dos votos dos convencionais, contra 60% atribuídos a Luiz Henrique.
Afinal, Luiz Henrique é candidato declarado ao Senado desde que assumiu o segundo mandato e Paulo Afonso começou a trabalhar nas últimas semanas. Luiz Henrique tinha uma forte campanha na convenção, enquanto Paulo Afonso apenas alguns cartazes.

O senador Raimundo Colombo chega neste momento no Ginásio do Sesc, acompanhado do ex-governador Jorge Bornhausen e de líderes liberais em Santa Catarina.
O locutor oficial anuncia a chegada do senador como “nosso candidato a governador”. Colombo cumprimenta os dirigentes do PMDB e posa para a imprensa ao lado de Eduardo Pinho Moreira.
Tudo no palco. Os dois rodeados pelos jornalistas, repórteres, fotógrafos e cinegrafistas. Os poucos convencionais do PMDB que estão na plateia nada podem ver.

Pouquíssimos parlamentares, prefeitos e dirigentes do PMDB permanecem neste momento no Ginasio do Sesc.
No palco, ao lado de Raimundo Colombo, Luiz Henrique, Eduardo Pinho Moreira, Casildo Maldaner, Jorge Bornhausen, Valdir Cobalchini, Manoel Mota, Ronaldo Benedet, Ivo Carminatti, Adriano Zanotto, Darci Mattos, Paulo Meller, entre outros.
Colombo faz breve discurso homenageando Luiz Henrique, Pinho Moreira e os líderes do PMDB. Promete honrar o acordo com o PMDB na campanha e, se eleito, no governo. Fonte: Moacir Pereira e Azevedo