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UM RISCO PARA A SAÚDE
Cuidado com energéticos!
Rotulo adverte quem bebe não para.
O que é um energético?
Energéticos são bebidas à base de cafeína e outras substâncias estimulantes, como a taurina e a glucoronolactona, que potencializam a resposta do cérebro aos estímulos, deixando o corpo mais ativo ou acelerado. Sua fórmula faz com que a pessoa se sinta revigorada durante algumas horas o que causa uma disposição aparente. Mas a ação dos energéticos também tem efeito rebote para o organismo “É um meio falso de restabelecer o pique”. Passado o efeito, você fica ainda mais cansado e sente os efeitos do estresse muscular. Quando consumidas em excesso, as substâncias estimulantes causam ansiedade, agitação, cefaléia e, em alguns casos, apresentam grau de toxidade questionável, como a taurina e a glucoronolactona. “São substâncias que alteram o funcionamento de nosso organismo de forma brusca, por isso devem ser ingeridas com moderação e certa cautela”.
Por que a combinação com álcool é perigosa?
Quando são consumidos em combinação com álcool, os energéticos provocam aumento da adrenalina, palpitações, suor e dependendo da quantidade ingerida, podem levar à desidratação já que os dois são diuréticos. A combinação do energético com o álcool é perigosa, porque leva a excessos de ingestão de ambas as substâncias. “O álcool é um depressor do sistema nervoso central (ele retarda as respostas do cérebro aos estímulos), enquanto o energético é um estimulante, por isso, quando ingerimos álcool é preciso aumentar a dose de energéticos para se alcançar o efeito de euforia. A pessoa que bebe a mistura fica mais acelerada pela ação do estimulante e mais corajosa pela ação do álcool, o que pode ser perigoso”, afirma o fisiologista Paulo Zogaib.
Faz mal tomar o energético em jejum?
O risco de tomar um estimulante em jejum está ligado a absorção de suas substâncias pelo organismo. “Um energético ingerido em jejum pode comprometer as funções do estômago e de todo o aparelho digestivo, além de potencializar os efeitos da bebida na medida em que sua absorção se torna mais rápida e os efeitos mais intensos”, explica o fisiologista.
Vicia o organismo a ponto de perder o efeito?
Sim. Assim como os demais estimulantes químicos (cafeína ou drogas, como a cocaína, dentre outros), eles deixam de fazer efeito se tiverem o uso contínuo e a pessoa passa a ingerir quantidades cada vez maiores para obter o mesmo resultado. “Isso varia muito de pessoa a pessoa, mas em geral, o corpo acostuma e pede cada vez mais. Vira um círculo vicioso grave”.
| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por Everaldo em 25/04/2010 às 23:12, e está arquivado em SAÚDE. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Tanto comentários quanto pings estão encerrados no momento. |
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